Uma camisola de uma época que a própria história oficial do clube descreve como a mais atribulada: 2009/10, Lega Pro Seconda Divisione, Girone C, 10º lugar final, e os primeiros sinais de uma crise societária que se avizinhava. As hoops horizontais da Joma, corte atlético com painéis laterais brancos, trazem o patch da Lega Pro numa manga e um trisquel a três pernas na outra, o mesmo símbolo antigo que a Sicília e a Ilha de Man também reclamam, aqui ligado à heráldica local. O 3 nas costas, recortado em preto sobre branco, pertenceu a um lateral ou defesa central que jogou a Serie C num ano difícil, com o brasão do clube ao peito, gaivota e ondas por cima do nome A.C. Monopoli. A Joma, marca espanhola de Toledo nascida em 1965 nas mãos de um rapaz de 18 anos, veste aqui a Itália profissional do sul, prova de que o mercado do teamwear não respeita fronteiras nem categorias: a mesma fábrica que veste o Sevilla veste também um lateral esquerdo de Monopoli numa época para esquecer em campo, mas perfeita para guardar em vitrine.