Se a do centenário é a camisola das cerimónias, esta é a do barro. Match worn da época 2011/12, com as setas clássicas da Hummel a descer pelas mangas e uma geografia comercial que só podia ser de Pombal: à frente a Cervejolia, com uma caneca de cerveja a fazer de letra, e nas costas a Adelino Duarte da Mota, a empresa das Meirinhas que desde 1950 tira argila e caulino da terra do concelho e foi pioneira nas matérias-primas para a cerâmica em Portugal. Por cima do 19 gasto pelas lavagens lê-se Tomé, o homem que a suou nos campos dos distritais de Leiria. O escudo cosido, o vinil estalado e as marcas de jogo contam o resto: isto não é uma peça de vitrine, é uma ferramenta de trabalho. O futebol de que ninguém fala às segundas de manhã, preservado exatamente como saiu do balneário.